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terça-feira, 22 de novembro de 2016
O informe e as estéticas da recusa
O Núcleo de Filosofia Francesa Contemporânea (NuFFC-CNPq) convida para a conferência:
O informe e as estéticas da recusa
de Gabriel Cid
02 de dezembro - 14:00
no IFCS
Largo do São Francisco - Rio de Janeiro
Sala Celso Lemos (3º andar, sala 308)
Não raro notamos que a propriedade fragmentária de determinadas obras de arte, no lugar de apontar classificações uniformes e desenvolvimentos lineares, traz consigo uma ênfase no ato da recusa, da renúncia, em contraste com as características cada vez mais dominantes nas sociedades capitalistas do Ocidente, marcadas pelo discurso da eficácia e da produtividade. A partir de Maurice Blanchot, abordaremos a recusa não apenas como ato, mas como categoria estético-política que remonta à noção batailleana do informe. A problematização da forma, operando como contestação das pretensões da razão, é convocada a partir de experiências de abdicação e do excesso, cujos registros e suportes contaminam e são contaminados pela literatura, pelo cinema, pelas artes visuais e performáticas.
Gabriel Cid é doutor em Literatura Comparada pela UERJ, produtor cultural do Setor de Cultura, Comunicação e Divulgação Científica e Cultural da Faculdade de Educação da UFRJ; professor-tutor de História e Filosofia do curso de Licenciatura em História, modalidade à distância, da UNIRIO; autor do livro ‘A eloquência do mundo: Fernando Pessoa entre a literatura e a filosofia’ (2014). Atua na interface entre a filosofia e as artes, na curadoria e na coordenação de projetos em múltiplos formatos que associam arte, educação, cultura, ciência e pensamento.
Organização: Núcleo de Pesquisa em Filosofia Francesa Contemporânea - CNPq (NuFFC)
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
Conversão e metamorfose: dois paradigmas filosóficos da educação
Resumo:
As ideias filosóficas são estruturadas pela lógica de um conflito entre dois paradigmas ligados ao estatuto da verdade do sujeito: a conversão à essência, a metamorfose da formação de si-mesmo. Após caracterizar esse conflito na história da educação, o autor abordará seus atuais efeitos no que se refere à emancipação.
A conferência será em francês com tradução consecutiva.
Didier Moreau é professor de filosofia na Universidade de Paris 8, membro do LLCP, Laboratório de filosofia e experiência, do Laboratório de ciências da educação de Paris 8. Seus trabalhos versam sobre a filosofia política contemporânea, ética profissional dos educadores, ética e filosofia da educação.
domingo, 18 de setembro de 2016
Conferência "As condições da não-educação", de Alain-Patrick Olivier
O NuFFC, Núcleo de Pequisa em Filosofia Francesa Contemporânea (CNPq) convida para a conferência:
As condições da não-educação
de Alain-Patrick Olivier (Université de Nantes)
dia 16 (sex) às 14:00
no IFCS, Sala Celso Lemos
Largo do São Francisco
3º andar, sala 308
As condições da não-educação do homem e do cidadão não derivam somente dos fracassos das políticas educativas, mas também de ideologias inerentes ao capitalismo contemporâneo, que visam, a despeito de seus discursos normativos, manter uma certa quantidade de sujeitos num estado de ignorância e submissão. Partindo de uma reatualização da teoria crítica da Adorno, distinguiremos três condições da não-educação que permitem esclarecer nossa situação atual: 1) o pensamento mítico, 2) a indústria cultural, 3) as práticas autoritárias.
Alain Patrick OLIVIER é filósofo e professor na Universidade de Nantes (França). Ele trabalha com a teoria crítica, o idealismo alemão e as teorias do reconhecimento, em particular nos âmbitos da educação e da estética. Traduziu recentemente « O "reconhecimento" como princípio da Teoria Crítica » de Hans-Christoph Schmidt am Busch (ENS Editions, 2015). Contacto: alain-patrick.olivier@univ-nantes.fr . Site na internet : http://caphi.univ-nantes.fr/CV-Alain-Patrick-Olivier
A conferência será em francês com tradução consecutiva.
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Alain Patrick OLIVIER
Les conditions de la non-éducation
Rio de Janeiro, UFRJ, 16/09/2016
Les conditions de la non-éducation de l’homme et du citoyen ne relèvent pas seulement des échecs des politiques éducatives mais également des formes idéologiques inhérentes au capitalisme contemporain visant, en dépit des discours normatifs, à maintenir un certain nombre de sujets dans un état d’ignorance et de soumission. En partant d’une réactualisation de la théorie critique de T. W. Adorno, on distinguera trois conditions de la non-éducation permettant d’éclairer la situation présente : 1) la pensée mythique, 2) l’industrie culturelle, 3) les pratiques autoritaires.
Alain Patrick OLIVIER, philosophe, est professeur à l’université de Nantes (France). Il travaille sur la théorie critique, l’idéalisme allemand, les théories de la reconnaissance en particulier dans le domaine de la philosophie de l’éducation et de l’esthétique. Il a traduit récemment La « reconnaissance » comme principe de la Théorie critique de Hans-Christoph Schmidt am Busch (ENS Editions, 2015). Contact : alain-patrick.olivier@univ-nantes.fr . Site internet : http://caphi.univ-nantes.fr/CV-Alain-Patrick-Olivier
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NuFFC
http://dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/5953279550607900
quarta-feira, 8 de junho de 2016
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Palestras de Gustavo Celedón Borquez
Gustavo Celedón Bórquez é bolsista de produtividade em Humanidades, Artes e Ciências Sociais da Universidad de Valparaíso (Chile); pesquisador associado ao Departamento de Filosofia da Universidade de Paris 8 (França).
Resumos das palestras:
A monstruosidade no cinema. O medo, o duelo e o real
Organização: Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da PUC-RioData: segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Horário: 15hs
Local: PUC-Rio, Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea, Edificio Kennedy, sala K 102.
Monstros de todo tipo surgiram na história do cinema. Para além, contudo, da ficção propriamente dita, o importante para nós será discernir os olhares que esse cinema exerce sobre os monstros que cria. Um desses olhares nos fala do medo. Não daquele que se quer dar no espectador, mas o medo próprio do olhar cinéfilo. Nesse sentido, o cinema de mostros pode ser perfeitamente compreendido como um aparato político de olhares. É o cinema que, olhando seus monstros, pretende controlar seus próprios temores, vigiando-os, filmando-os e decidindo sobre a continuidade e descontinuidade de seu acontecer. Com isso quer-se dizer que o cinema de monstros é um duelo, no sentido freudiano, do cinema ele mesmo com seus medos e ameaças, reflexo e ao mesmo tempo paradigma da estrutura política que governa nossa atualidade. De alguma maneira, cada monstro do cinema é todos os monstros, uma abstração figurativa de um medo cujo objeto é múltiplo e difuso. Projetar um monstro no cinema é, para um cinema de caráter hollywoodiano, controlar pela figuração a imaginação, o desejo (diseño) e a espetacularidade, algo cuja verdadeira monstruosidade é precisamente fugir da figuração, da imaginação, do diseño e do espetáculo. Poder-se-ia compreendê-lo, ainda que nos distanciando, a partir da noção lacaniana do Real.
Link para o vídeo da palestra (Realização: PUC-Riodigital).
Estética política do som: Badiou – Rancière – Stiegler
Organização: NuFFC (Núcleo de Filosofia Francesa Contemporânea/ Programa de Pós-graduação em Filosofia da UFRJ/ IFCS)Data: terça-feira, 4 de novembro de 2014
Horário: 15hs
Local: IFCS, Largo do São Francisco s/n, 3º andar, sala Celso Lemos
As artes músico-experimentais dos seculos XX e XXI puderam desenvolver um pensamento do som. Este pensamento vincula-se ao que Edgard Varèse chamou de liberação do som e que nós chamaremos, variando minimamente, a emancipação do som. Esta emancipação é também, de alguma maneira, uma emancipação do pensamento. Pois se a filosofia ocidental manteve-se sempre no paradigma platônico, então permaneceu no predomínio da imagen sobre os demais elementos sensíveis. A emancipação do som implica, para uma aproximação filosófica, refletir criticamente e, na medida do possível, revolucionar a partilha dos sentidos que situa a imagen como o pensamento sensível que ordena o pensamento. Nesse sentido, emancipar o som, tal como quiseram algumas experimentações sonoras, consiste em empurrar a filosofia, na necessidade de recorrer a pensamentos que se originam fora de sua suposta jurisdição – nas artes, por exemplo – a se desenvolver de uma maneira muito distinta dos desígnios do olho, da visã, do visto, o eidos, a Ideia. O visível não esgota o campo do sensível, do perceptivo.
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Minicurso « Aspectos da confiança »
Prof. Hubert Vincent, Université de Rouen
Organização do NuFFC (Núcleo de Filosofia Francesa Contemporânea) e do PPGF-UFRJ
Dias 08, 09 e 10 de setembro de 2014, às 17h.
Sala Celso Lemos, no IFCS (Largo do São Francisco s/n, 3º andar)
Organização do NuFFC (Núcleo de Filosofia Francesa Contemporânea) e do PPGF-UFRJ
Dias 08, 09 e 10 de setembro de 2014, às 17h.
Sala Celso Lemos, no IFCS (Largo do São Francisco s/n, 3º andar)
Programa
Dia 08
I – Confiança e relações pessoais. 1- O que é a docilidade? 2- Significação e valor do prazer frente à presença do outro.
Dia 09
II- Confiança, obra e atividade. 1 – O modelo clássico de obrar. 2- A noção de atividade, hoje.
Dia 10
III – Saber e relação ao saber, hoje. 1- A crítica da certeza. 2- Relação ao saber e transmissão.
Não é necessária inscrição.
O minicurso é gratuito e terá tradução consecutiva em português.
Agradecemos a ajuda na divulgação deste evento em suas redes e listas.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Videos e fotos do Colóquio
Na barra lateral (à direita) há um link para fotos do Colóquio e, por meio dos links abaixo, vc pode assistir às palestras e mesas realizadas na PUC-Rio pela TV PUC-Rio/Projeto Comunicar.
Créditos: Mesa de corte, Mesa de áudio e Operador de VT: Pablo Molina; Produção: Camila Gomes, Caroline Brizon, Gisele Ferreira e Juliana Ludolf.
Fonte: Portal PUC-Rio Digital/ CTAV
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